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janeiro 16, 2013

.rendível, rentável ou rendoso?

Fonte da imagem: AQUI.
 
Em Portugal, tanto o VOP do Portal da Língua Portuguesa como a generalidade dos dicionários apresentam rentável, rendível e rendoso.

Definições extraídas do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (online):
1. rendável (render + -ável) adj. 2 g. Que dá rendas, juros. = RENDÍVEL, RENTÁVEL
2. rentável (francês rentable) adj. 2 g. Que dá lucro. = FRUTUOSO, PROVEITOSO, RENDÁVEL, RENDÍVEL
rendível (render + -ível) adj. 2 g. Que dá lucro, proveito. = RENDÁVEL, RENTÁVEL
3. rendoso adj. Que rende, que dá bons lucros, que é lucrativo.
In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-01-16].

No Brasil, a generalidade dos dicionários e a Academia Brasileira de Letras apresentam apenas dois verbetes: rentável e rendoso.
 
Portugal (norma luso-afro-asiática) 
rentável, rendível e rendoso
Brasil (norma brasileira) 
rentável e rendoso
Notas:
1. O uso de rentável e rendável é claramente condenado por Rodrigo de Sá Nogueira: “Não se diga rentável nem rentabilidade, nem rendável nem rendabilidade, mas diga-se rendível e rendibilidade.” E remata, à moda do Montexto (o meu leitor crítico): “− As formas rentável e rentabilidade, de que se está abusando nada mais são do que a adaptação servil, desnecessária, e injustificável do francês rentable e rentabilité. – Reagindo contra tal servilismo, há quem tenha procurado remediar o mal substituindo os estapafúrdios rentável e rentabilidade por rendável e rendabilidade. Seria de facto preferível, visto que temos render, com d, e não renter, com t. Mesmo assim, não está bem.” (In Dicionário de erros e problemas de linguagem, 4ª edição, 1995, páginas 377 e 378).
2. No Dicionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo, edição de 1913, encontramos apenas a versão rendoso.

Abraço!
AP


6 comentários:

  1. E remata bem. É a própia evidência.
    Ide lá ver se os Franceses hão mister de «rendible» e «rendibilité».
    Não, basta-lhes o que é seu deles.
    - Montexto

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    Respostas
    1. O meu amigo é, contra ventos e tempestades linguísticas, um clássico de granito!
      AP

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    2. Eu, mero e eterno estudante da língua portuguesa, caro António Pereira.
      Tomaz de Figueiredo é que declarava, e os exortava: «Eu sei que os padres-mesteres da prosa despida, os campeões do charro, me empurram supostas arqueologias. Sou de pedra. É cascar» («Dicionário Falado», Verbo, 64).
      Eu bem lhes digo: deviam tomar mais do Tomaz.
      - Mont.

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    3. Bem prega Tomaz de Figueiredo! E se o meu amigo bebe na fonte do Tomaz, que, nas próprias palavas, é de pedra, de pedra fica...
      Apanhado com a boca... na fonte!
      AP

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    4. Não. Fico só mais português.
      - Mont.

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  2. a menina Graciette trabalha lá para o fim do dia quando os homens saem dos empregos anda muito nessa zona e diz que é muito rendível
    Luís Sttau Monteiro, A Guidinha antes e depois, 2004, 69
    Há sempre alguém que se lembra. Até a Guidinha.
    - Mont.

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