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junho 23, 2017

Põe-se acento em “mês”, mas não em “meses”… Porquê?


Eis as regras estabelecidas no Formulário Ortográfico de 1943 (Brasil) e no Acordo Ortográfico de 1945 (Portugal) sobre a acentuação das palavras oxítonas (agudas) e paroxítonas (graves) que se mantêm em vigor:


1. Há acento agudo nas palavras oxítonas (agudas) terminadas em a, e e o abertos e acento circunflexo nas que acabam em e e o fechados (seguidos ou não de s).
Sendo mês um vocábulo oxítono terminado em e fechado (seguido de s), terá de receber um acento circunflexo.


2. São acentuadas as palavras paroxítonas (graves) que correspondem aos seguintes critérios:
a) Terminadas em i ou u abertos (seguidos ou não de s). Ex.: íris, júri, bónus (bônus no Brasil);
b) Terminadas em um e uns (álbum, álbuns);
c) Com i ou u tónicos/tónicos que não formam ditongo com a vogal anterior (egoísta, países, saúde, viúvo);
d) Acabadas em l, n, r e x (afável, hífen, açúcar, córtex);
e) Terminadas em ditongo oral (faríeis, jóquei, quisésseis).
A palavra meses é paroxítona, mas não corresponde a nenhum dos critérios acima enunciados. Logo, não há acento.


Abraço.
AP

passerelle, passerele OU passarela?


Apesar de alguns autores, como Rodrigo de Sá Nogueira, olharem com desconfiança estas entradas afrancesadas na língua portuguesa, a seleção de informação que vos trago ganha consistência nas entradas dos dicionários e vocabulários de Portugal e Brasil.
A. A forma passerele poderia parecer uma adaptação lógica, mas, não estando registada nos dicionários, não é uma escolha válida!
B. Quanto a passerelle, é um estrangeirismo registado nas fontes portuguesas, mas não nas brasileiras.
C. A adaptação passarela está em todas as fontes lusas e brasileiras.

Conclusões:

PORTUGAL
  BRASIL
.passerelle (entre aspas ou em itálico)
.passarela
.passarela
Embora na designação de “ponte, geralmente estreita, construída sobre avenidas e estradas para trânsito de pedestres” seja comum (em Portugal) usar as palavras “passadiço” ou “passadeira”, quando falamos de desfiles de moda, a escolha recai invariavelmente nos termos passerelle/passarela.

Abraço.
AP

onde OU aonde?


Numa resposta dada no Ciberdúvidas, Edite Prada diz que o advérbio aonde é cada vez menos utilizado, havendo quem o considere um regionalismo ou mesmo um arcaísmo.
Ainda que não haja consenso em relação ao assunto, apresento a explicação/distinção a que sempre recorri nas minhas aulas.


A. Onde = Em que lugar:
Mais estático, surge associado sobretudo aos verbos ser, estar e ficar:
Onde está o trabalho? / Onde fica essa rua? / Onde é o concerto?

B. Aonde = A que/Para que lugar:
Mais dinâmico (com mais movimento), costuma anteceder verbos como ir, chegar ou levar:
Aonde me levas? / Aonde vamos almoçar? / Quero ver aonde chega a tua falta de vergonha! 
Mas…
1. Há uma tendência acentuada para a utilização de onde em todas as situações, mesmo aquelas em que seria suposto empregar aonde.
2. Muito importante: se é relativamente comum empregar onde em vez de aonde, o contrário é incorreto. Exemplos:
a) Dizer “Onde vamos almoçar?” em vez “Aonde vamos almoçar?” é aceitável;
b) Já substituir “Onde é o concerto?” por “Aonde é o concerto?”… NUNCA!
Dica: Não se comprometa e, na dúvida, opte sempre por ONDE.
Com a devida vénia e o merecido destaque, aqui vos deixo uma fonte com uma boa explicação: http://www.algodres.com/02/02.1.2.11.htm
Aonde quer que vão ou onde quer que fiquem, que o resto de domingo seja bom!
Abraço.
AP

Nota complementar:
O leitor Montexto chamou a atenção, na caixa de comentários, para a grafia adonde. Para a generalidade dos dicionários (em Portugal e no Brasil), esta é uma forma própria da linguagem popular e informal, sinónima de onde e aonde.
Adonde emprega-se (apenas no Brasil) também “para denotar incredulidade ou contestação em relação ao que foi dito anteriormente: Você parar em casa? Adonde! Só se estiver doente...” (Dicionário Aulete).

inclusive OU inclusivé?

E a resposta é... inclusive!
Trata-se de uma palavra latina (como em latim, sem acento), sinónima de inclusivamente. Embora em geral a pronúncia seja com o "e" aberto, a palavra é grave e a sílaba tónica é "si": inclusive. Pode ser pronunciada com o "e" final fechado (como em cabide) ou aberto (como em café).

CONCLUSÃO: a grafia que respeita a norma é inclusive e não "inclusivé".
Casos semelhantes: exclusive, salve, vide.

Bom fim de semana para todos!
AP

no Chipre OU em Chipre?

Ouvimos e lemos, consoante os emissores, “Chipre”, “o Chipre”, “em Chipre” e “no Chipre”.
Quem tem razão? Há regras que nos possam ajudar a identificar o uso correto ou esta pequena república é uma exceção?

1. As regras determinam que devemos empregar “normalmente o artigo definido com os nomes dos países, regiões, continentes, montanhas, vulcões, desertos, constelações, rios, lagos, oceanos, mares e grupos de ilhas: o Brasil, a França, os Estados Unidos, a Guiné, a África, o Himalaia, os Alpes, o Saara, o Nilo, o Atlântico, o Mediterrâneo, os Açores.»
2. No entanto, são várias as exceções:
a) Nomes de países e regiões que costumam rejeitar o artigo: Portugal, Angola, Moçambique, São Salvador, etc.
b) Nomes de países que podem escrever-se com e sem artigo: Espanha, Inglaterra e Itália, por exemplo.
c) Os nomes das cidades, de localidades e da maioria das ilhas: Paris, Lisboa, Creta, Malta.
No entanto, alguns nomes de cidades construídos a partir de nomes comuns conservam o artigo. Exemplos: o Rio de Janeiro, a Guarda, o Porto.

Resposta:
Quanto a Chipre, é um dos casos referidos em a). Logo, é uma exceção à regra. Assim sendo, o correto é o uso sem artigo, pelo que devemos dizer: "Vivo em Chipre.”;“Venho de Chipre.”; “Vou para Chipre” e... "República de Chipre"!

Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Lindley Cintra e Celso Cunha, citada pelo Ciberdúvidas.

Abraço.
AP

açaime, ançaime ou açaimo?

A. No meio popular em que vivi até à idade adulta, era comum o uso de “ançaime”. No entanto, o termo parece estar fora de jogo, pois não o encontrei em nenhuma fonte...
B. Quanto a açaime e açaimo, estão registados na generalidade das fontes de Portugal e Brasil. No entanto, há uma pequena diferença no uso: enquanto em Portugal a forma preferencial é açaime, no Brasil, açaimo parece ser mais comum. O Houaiss associa o uso de açaime a Portugal.

Abraço.
AP

maio 07, 2017

Bruno de Carvalho e o uso da vírgula...


Seguindo a regra de que palavras, expressões ou orações colocadas na frase em ordem inversa devem ser separadas por vírgula e considerando que o isolamento pela vírgula confere maior realce, neste caso, há razões acrescidas para a empregar.

CONCLUSÃO:
A transcrição do que disse BC deveria ser: 
PARA MIM, CHEGA!
Na ordem normal, não haveria vírgula: "CHEGA PARA MIM!"

Obs.: Como muitos políticos, os presidentes dos clubes (de todos eles!) sabem-na toda: colhem os louros sofregamente, mas quando as coisas não correm de feição, disparam em todas as direções (sobretudo sobre os árbitros ou outros clubes) ou vergastam os jogadores e/ou treinadores. Nunca assumem culpas e, pensam eles, estão sempre na mó de cima…

Abraço.
ProfAP

RIBALDARIA ou REBALDARIA?


Há dias, ouvi o autor de um livro sobre erros da língua portuguesa dizer que “rebaldaria” é erro e que a forma correta é “ribaldaria”, termo que vem de “ribaldo”.
Como sempre disse “rebaldaria”, resolvi dar corda aos dedos e fazer umas pesquisas sobre o assunto. E se ainda há dez anos o Ciberdúvidas garantia que a grafia certa só podia ser “ribaldaria”, os dicionários Priberam e Infopédia e o Vocabulário Ortográfico do Portugal remetem, de forma unânime, para uma conclusão bem diferente.

RESPOSTA:
Há duas grafias possíveis:
RIBALDARIA, com origem em “ribaldo”, do francês ribaud (patife),
e
REBALDARIA (de cariz mais popular, variante formada a partir de ribaldaria).

Abraço e bom final de domingo, sem grandes ribaldarias/rebaldarias!

ProfAP

abril 25, 2017

“25 de abril” OU “25 de Abril”?

Onde está a flor de capuchinha, vejam um cravo. Quanto à pressão de ar, imaginem uma G3...

A resposta à pergunta de hoje depende de duas coisas.

A. Se usa o AO90:
As duas formas são certas, dependendo do contexto.
Como os meses do ano passaram a ser grafados com minúscula, enquanto data, deve escrever-se "abril":
Mas, tratando-se do “25 de Abril”, emprega-se maiúscula, como devemos fazer com os nomes de festas e festividades (regra de 1945 não alterada pelo AO90).   
Assim sendo: 
Hoje, 25 de abril, celebra-se o 25 de Abril.

B. Se segue as regras do AO45:
25 de Abril, sempre!

Abraço e bom “25 de Abril”!
ProfAntónio

abril 22, 2017

Faz sentido dizer SETORA?


Ao contrário do que se possa pensar, o termo setor/a (com a variante stor/a) não é destituído de sentido. Embora não esteja registada nos dicionários, faz parte da linguagem oral e é uma das palavras mais utilizadas nos meios escolares.

Quanto à formação, “a palavra stora, ou setora, é uma amálgama com origem na forma de tratamento senhora doutora.” (Ciberdúvidas)

Esta é uma boa aplicação prática da máxima de Fernando Pessoa: «A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.»

Abraço e bom fim de semana, em particular para todos os stores e storas!
ProfAntónio

A propósito do Sporting-Benfica, de onde vem a palavra DÉRBI?


Nota prévia: Como acontece com todas as palavras graves terminadas em i e u (seguidos ou não de s), como é o caso de penálti, júri ou bónus, é obrigatório uso de acento em dérbi, aportuguesamento de derby (a usar entre aspas ou em itálico).
Quanto à origem da palavra, dou a palavra ao imprescindível Ciberdúvidas:
A palavra "derby" – ou dérbi, segundo o aportuguesamento da palavra original inglesa, proposto pelos dicionários Houaiss e da Academia das Ciências de Lisboa – aplica-se ao futebol para determinar um jogo entre duas equipas da mesma cidade. Entre duas equipas da mesma cidade, e não entre duas equipas de cidades diferentes, como por erro se lê e ouve por aí...
Embora existam várias teorias, a que reúne maior consenso situa a origem na cidade inglesa de Ashbourne, no Derbyshire, onde desde a Idade Média se disputa na Terça-Feira Gorda e na Quarta-Feira de Cinzas (Carnaval) um jogo que envolve toda a população, dividida em representação das duas margens do rio Henmore.
O jogo consiste em conduzir uma bola (ou algo parecido) até às balizas, situadas em cada extremidade da povoação, a cerca de três milhas uma da outra...
Este é o único dos muitos "derbies" carnavalescos da Idade Média, em que valia tudo e acabavam invariavelmente em gigantescas zaragatas, que resistiu até hoje.
O “Royal Shrovetide Match” é o grande cartaz turístico anual de Ashbourne: o pontapé de saída é dado às 2 horas daqueles dois dias, junto ao supermercado no centro da cidade.

Abraço e venha o dérbi mais logo.
ProfAntónio

abril 19, 2017

“Hat-trick” de Cristiano Ronaldo arrasa alemães! Mas o que é isso do “hat-trick”?


A locução “hat-trick” (com a variante “hat trick”), é muito utilizada no futebol. Não havendo uma tradução satisfatória, deveria estar registada nos dicionários como estrangeirismo. No entanto, só a encontrei no dicionário Priberam: “Conjunto de três golos marcados no mesmo jogo por um jogador.
Quanto à origem, são várias as hipóteses.
No desporto, o “hat-trick” surge pela primeira no críquete, em 1879, designando três “wickets” consecutivos. O “wicket” corresponde a grupo de três paus verticais unidos por barras horizontais chamadas “bails”, defendido pelo batedor. Se um defesa conseguir acertar num desses paus, o batedor é eliminado. Cada vez que um pau é derrubado, o defesa faz um “wicket”. Três “wickets” correspondem a um “hat-trick”. Ou seja, o que está associado hoje aos avançados começou por ser uma estratégia dos defesas.
A partir dos primeiros anos do século XX, a expressão alargou-se a outros desportos, nomeadamente ao hóquei no gelo no Canadá, havendo um registo de 1941. Parece que quando um jogador marcava três golos no mesmo jogo, os espectadores comemoravam o feito tirando os chapéus e atirando-os para a pista de gelo.
No entanto, o mais provável é que a origem do “hat-trick” esteja, antes da entrada no desporto, em meados do século XIX, no truque (“trick”) do mágico a tirar objetos de dentro do chapéu (“hat”). 
Como se chega do chapéu do mágico de 1860 a CR7 não sei, mas é inegável que magia nos pés não lhe falta e tira coelhos da cartola quando menos se espera...

Abraço para todos, mas em especial para a magia do nosso Cristiano Ronaldo!
ProfAntónio
Imagem encontrada AQUI.

abril 18, 2017

"Louvemos o Senhor" ou "Louvemos ao Senhor"?


Mais um caso a provar que a língua portuguesa não é pera doce.
Para a questão de hoje, o site https://www.flip.pt/Duvidas-Linguisticas dá-nos a resposta:
“O verbo louvar, no sentido de “enaltecer”, é habitualmente usado como transitivo directo, isto é, selecciona geralmente um complemento que não é regido por preposição (ex.: louvemos o Senhor), mas pode também ser usado com o complemento directo introduzido pela preposição a (ex.: louvemos ao Senhor), pelo que ambas as frases (...) são consideradas correctas.”

Abraço a todos.

ProfAntónio

abril 17, 2017

Informo V.Ex.ª QUE ou DE QUE?

Mais um caso a pedir a máxima atenção no momento de escrever (ou falar). Esta resposta do Ciberdúvidas, de 1997, estabelece uma regra fácil de seguir.
Dizemos informar alguém «de alguma coisa», «acerca de alguma coisa», «a respeito de alguma coisa».
Sempre a preposição de, quando dizemos a entidade que informamos e aquilo de que a informamos. Sendo assim, o correcto é:
a) Informo V.Ex.ª de que hoje falto ao serviço.
V. Ex.ª é o complemento directo de informo.
De que hoje falto ao serviço é o complemento circunstancial de assunto de informo. É uma oração integrante.
Quando a frase não menciona a entidade a quem informamos, não se emprega a preposição de, porque a oração integrante passa a desempenhar a função de complemento directo:
b) Informo que hoje falto ao serviço.

CONCLUSÃO:
Se a entidade que informamos:
1. está referida, diz-se “informo de que”: 
                     INFORMO V.EX.ª DE QUE VOU FALTAR.
2. não está referida, diz-se “informo que”: 
                     INFORMO QUE VOU FALTAR.

Informo que desejo a todos uma boa semana!
ProfAntónio

abril 16, 2017

Estamos na época PASCAL ou PASCOAL?


Como a história das vidas de cada um de nós, a das línguas também tem os seus quês. Numa reação a quente, diremos, sem hesitar, que PASCAL é a resposta certa e que teremos de deixar o PASCOAL como nome de alguém ou de algo, como o famoso bacalhau…
No entanto, uma resposta dada no Ciberdúvidas reorienta-nos o raciocínio:
é indiferente: pascal e pascoal são sinónimos. Ambos querem dizer «da Páscoa ou referente a ela». O facto de estarmos habituados a ouvir uma forma em nada invalida o emprego de uma outra que lhe seja sinónima. Na verdade, e de acordo com José Pedro Machado, no seu Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, será mesmo o termo pascoal a estar mais próximo da origem latina, presumindo que pascal seja sua variante.
As situações em que não é indiferente escolher um termo ou o outro são aquelas em que pascal significa, em física, «unidade de pressão no sistema internacional, equivalente a dez bárias», ou, em informática, «linguagem de alto nível criada especialmente para o ensino da programação, sendo também adequada para aplicações comerciais», ou, ainda, quando é um adjectivo «referente a pasto», conforme nos diz, por exemplo, o Dicionário da Porto Editora.

RESPOSTA:
A época é PASCAL, mas também PASCOAL!
Obs.: Tanto num caso como no outro, sempre com minúscula, uma vez que se trata de adjetivos.

Abraço e boa Páscoa (com maiúscula) para todos!
ProfAP

março 29, 2017

Portugal-Suécia: houve "auto golos", "auto-golos" ou "autogolos"?

Ontem, na Madeira, houve de tudo. Dentro do campo e sobretudo fora dele nas crónicas desportivas: autogolos, auto-golos e ainda… auto golos.


Passo à cobertura desta verdadeira festa da língua portuguesa!

1. O Notícias ao Minuto viu "auto-golos".

2. A Bola registou "autogolos".

3. Já o Tribuna da Madeira relatou "auto golos".

Dirão alguns que a culpa é do Acordo Ortográfico que deu a volta à cabeça dos jornalistas. Até poderia ser, só que, neste caso, a questão tem a ver com o AO45, dado que a regra foi simplificada pelo AO90, mas manteve-se a grafia da palavra em análise.

Mas afinal o que houve ontem no Funchal?
A resposta é inequívoca: houve autogolos!

 A Bola, um dos jornais mais bem escritos, não desiludiu. Quanto aos outros, reguada neles!
REGRAS:
Acordo Ortográfico 1945
Acordo Ortográfico de 1990
Com auto-, há hífen antes de vogal, h, r e s:
auto-estrada,
auto-observação,
auto-hipnose,
auto-retrato,
auto-suficiente
Com auto-, há hífen antes de o* ou h:

autoestrada,
auto-observação,
auto-hipnose,
autorretrato,
autossuficiente
Autogolo!
Autogolo!
*A regra geral do AO90 para a hifenização determina que há hífen antes de h ou quando a letra inicial do segundo elemento é igual à que vem no fim do elemento inicial: anti-ibérico, mega-assembleia, circum-murado, sub-bibliotecário, inter-regional, etc.

Abraço!
ProfAntónio

março 27, 2017

De onde vem a palavra BORBOLETA?

O repouso da guerreira...

Eis um caso em que o borboleteio é mais que muito à volta da origem (controversa) da palavra BORBOLETA.
Para a Infopedia, da Porto Editora, vem latim vulgar papillitta (diminutivo de papilĭo). Já José Pedro Machado, no seu Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, defende que a origem está no termo belbellita, reduplicação de bellus (bonito), com sufixo diminutivo. Na mesma obra, documenta-se o uso da forma berbereta, no século XVI.

E como voa a borboleta noutras línguas?
papallona (catalão), mariposa (castelhano), pinpilinpauxa (basco), papillon (francês), farfalla (italiano), butterfly (inglês), Schmetterling (alemão), baboqka (russo), kelebek (turco), parpar (hebraico), petalouda (grego), kipepeo (suaíli), fluture (romeno), pillangó (húngaro), liblikas (estoniano)...

Abraço.
ProfAntónio

março 25, 2017

São amorzinhos ou amorEzinhos?



Se fosse no singular, não haveria qualquer dúvida: o resultado da soma AMOR+ZINHO só poderia ser amorzinho!
Tratando-se do plural, o caso muda de figura. Uma verdadeira casca de banana linguística onde já escorreguei sem apelo nem agravo:
AMORES – S + ZINHO + S = amorEzinhos!

RESPOSTA:
São amorEzinhos!
Nota: Pela mesma razão, atorEzinhos, leitorEzinhos, favorEzinhos, estuporEzinhos, etc.

Abraço e bom fim de semana!

ProfAntónio
Imagem encontrada AQUI.