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Dezembro 29, 2012

.Há texto e testo...


Como eu faso um testo dissertativo?
presiso faser um texto dissertativo para a escola

Eis-nos perante duas palavras parónimas (trocando por miúdos: “parecidas”, tanto na escrita como na pronúncia) que muitas dores de cabeças dão às nossas crianças em início de aprendizagem da língua portuguesa.
Enquanto o texto é um enunciado (escrito ou oral), o testo é uma tampa (de panela, tacho…).
Embora o habitual seja pronunciar, no português europeu, “têisto” (texto) e “têsto” (testo), há zonas de Portugal (como no Alentejo e no interior do Algarve) em que as duas palavras se dizem da mesma forma: “têsto”. Ao contrário do que defendem alguns autores mais “puristas”, sendo diferente, essa forma de pronunciar não se deve considerar erro. Tal diferença é uma variação inerente ao sistema da língua. Como dizem Lindley Cintra e Celso Cunha, "essa multiplicidade de realizações do sistema em nada prejudica as suas condições funcionais." (Nova Gramática do Português Contemporâneo).

Abraço.
AP
Nota: Penso que, no português do Brasil, a palavra texto também é pronunciada “têsto”. Algum(a) internauta brasileiro(a) pode ajudar-me a confirmar esta pronúncia? Obrigado. 

7 comentários:

  1. E ainda «testo», a significar firme, enérgico.
    Vd Aquilino, pr ex.
    - Montexto

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  2. Agradeço o contributo, pois não conhecia a palavra com esse significado.

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  3. Meu amigo

    Que neste ano de 2013 que agora se inicia possamos com uma palavra de apoio e fraternidade fazer que o mundo seja melhor e que a esperança de realizar todos os sonhos seja presente sempre nos nossos corações...que a paz o amor e a felicidade seja o alvorecer de um novo tempo de amor e fraternidade.

    FELIZ ANO NOVO
    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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    1. Olá, sonhadora amiga!
      Obrigado pela partilha de tão generosos desejos. Que assim seja!
      Quantos aos sonhos, não hão de acabar, pois nascem dentro de nós. Como sabemos, quando o homem sonha, o mundo pula e avança...
      Beijinho grande.
      AP

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  4. Caro Prof. António Pereira

    Recebi por sms a sua informação da existência deste seu blogue. Já andei a visitá-lo (desde 2012, no primeiro "post", ou postagem, como também uso aportuguesar).
    Nele se trata da (ainda existente) dúvida fonética acerca de "Gibráltar" ou "Gibraltár", e depois dessa postagem inicial, houve vários outros problemas linguísticos que me chamaram a atenção ("vende-se", ou "vendem-se" casas?), mas este é o primeiro comentário que deixo registado.
    Aqui o congratulo pelos conhecimentos da nossa língua que divulga, e pela honestidade que demonstra citando as fontes nas respostas, (com alguma frequência o "Ciberdúvidas"), quando não são exclusivamente de sua autoria os esclarecimentos que presta.

    Saudações cordiais.

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    Respostas
    1. Boa noite, meu caro Geraldes.
      Obrigado pela visita e palavras de estímulo.
      Quanto à citação das fontes, não há como não o fazer. E mesmo o que tomamos como nosso foi certamente bebido, muitas vezes em tempos e espaços que o tempo já afastou da memória.
      Abraço.
      AP

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  5. Caro António P.

    Estou cá de novo.

    Sim, também já me tem ocorrido esse mesmo pensamento, quando as pessoas dizem, com ar de quem tem matutado muito no assunto, "é a minha opinião".
    Mas, na realidade, ela tem origem em opiniões que se lêem e em frases que se ouvem.

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