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dezembro 11, 2014

.Qual a origem da palavra ALFERES?

 
No cumprimento do serviço militar na Força Aérea Portuguesa (já lá vão uns bons anitos!), tive o posto de alferes-miliciano. Em Portugal, como noutros países, alferes é uma graduação militar, correspondendo normalmente a um posto das categorias de oficial subalterno.
Mas será que, na origem, a palavra alferes tinha o mesmo sentido que tem hoje?

O Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa (Machado, J. P., 1977) atesta o substantivo alferes como sendo um substantivo que tem origem no árabe al-fāris, que significava «cavaleiro, escudeiro». Segundo o mesmo autor, «era costume confiar o estandarte real ao ginete (cavaleiro) mais destro».
Fonte: Ciberdúvidas.
 
 
Abraço deste vosso ex-oficial subalterno!
AP
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dezembro 10, 2014

.cheíssimo OU cheiíssimo?


A língua portuguesa é mesmo assim: quando menos se espera, uma dúvida, uma dificuldade, um impasse. Uma ex-aluna enviou-me um email com a pergunta que dá corpo ao artigo de hoje. Para responder, recorro, como faço com alguma frequência, ao imprescindível Ciberdúvidas.

"Considerando que o radical de cheio é che- (o i corresponde a um fenómeno fonético de epêntese, que passou para a pronúncia-padrão e daqui para a ortografia), tem sentido o que nos diz e, portanto, poderia defender-se que o superlativo de cheio é cheíssimo, porque ao radical che- se associa o sufixo -íssimo. Esta forma tem uso, mas os gramáticos recomendam, no entanto, a forma cheiíssimo, alinhando cheio com os adjetivos terminados pela sequência átona -io (p. ex., sério + íssimo → seriíssimo)."
CONCLUSÃO: É aconselhável escrever cheiíssimo.
                               Pela mesma razão, devemos escrever cheiinho.

Um abraço cheiinho de afeto para todos os leitores!
AP
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dezembro 09, 2014

.jihadista OU jiadista?


Mesmo quando tentam, de forma metódica e regular, integrar as novas palavras (criadas, importadas ou adaptadas) que os utentes usam nas suas interações linguísticas, os dicionários ficam sempre aquém da realidade.
As ações radicais do denominado Estado Islâmico, sendo uma ameaça para a paz e para os direitos humanos, trouxeram para o discurso novas palavras e dúvidas sobre grafias a adotar. É o caso de hoje: jihadista ou jiadista?

Nem o Portal da Língua Portuguesa nem a Academia Brasileira de Letras dão ainda abrigo a estes termos. O mesmo acontece com os dicionários brasileiros. Quanto aos dicionários lusos, apenas os disponíveis online (Infopédia e Priberam) criaram muito recentemente novos verbetes.
Para responde à dúvida de hoje, socorro-me do Ciberdúvidas, que tem uma posição clara sobre assunto, apresentado uma fundamentação consistente.
CONCLUSÕES:
A grafia correta é jiadista (e jiadismo e jiade)
Notas:
1. As grafias apresentadas, resultantes da adaptação do estrangeirismo inglês jihad, são as únicas que têm lógica, uma vez que não há na língua portuguesa, desde a reforma ortográfica de 1911, palavras com h entre duas vogais.
2. O recém-publicado Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa, de Adalberto Alves, vai no mesmo sentido com as entradas  jiade e jiadismo.

Abraço cheio de paz e tolerância.
AP


dezembro 07, 2014

.Qual a origem da palavra FAISÃO?

Linda faisoa, nascida este ano. Pode viver até 20 anos…
 
Da família dos perus, pavões e galinhas, e com mais de 40 variedades, o faisão é originário da Ásia, tendo sido introduzido na Europa na Idade Média.
 
A designação FAISÃO tem origem no grego phasianós, (ou seja, ave do Phásis, rio que desagua no Mar Negro), pelo latim phasiānu-.
Abraço.
AP

dezembro 05, 2014

.Como se pronuncia o topónimo SARAGOÇA?


Há alguma oscilação na pronúncia do nome da cidade espanhola de Saragoça. Há quem pronuncie “Saragóca” e também quem diga “Saragôça”. É indiferente pronunciar de uma ou de outra maneira ou a norma estabelece uma regra?

Numa das respostas publicadas no Ciberdúvidas, podemos ler que “no Vocabulário da Língua Portuguesa (1966), Rebelo Gonçalves apresenta a palavra com a indicação de "ô" fechado.”
Segundo a Infopédia, também o nome (substantivo) comum saragoça (tecido grosso de lã, fabricado, primitivamente, na cidade espanhola de Saragoça) se pronuncia com "ô" fechado.

CONCLUSÃO:
Saragoça deve pronunciar-se “Saragôça”!

Abraço.
AP
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dezembro 04, 2014

.Uma rajada de (des)"acórdos"...

Uma rajada de (des)acórdos

Uma vez, duas vezes, três vezes seguidas, em menos de meio minuto. Uma verdadeira rajada num dos plurais mais vezes mais mal ditos por jornalistas, políticos e políticos-comentadores. É o caso do triplo tropeção do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, aqui no papel de comentador político na SIC Notícias. Que tal repetir três vezes seguidas a forma correta (/acôrdos/, /acôrdos/, /acôrdos/)? Pode ser que resulte... para sempre.

Texto de José Mário Costa, Ciberdúvidas (Rubrica "Pelourinho).

dezembro 01, 2014

.FACTO e FEITO: irmãos biológicos?

Um dos grandes FEITOS do século XX!

Mais um caso interessante que a história da língua portuguesa nos proporciona. Podemos dizer que o que hoje é diferente já foi igual na origem. Tudo começa no latim com FACTUM, particípio passado substantivado do verbo facere.
Se FACTUM significava «facto, acção, trabalho, obra, feito», a evolução segue dois caminhos distintos e cria duas palavras (nomes/substantivos) diferentes:
a)   pela via popular, feito;
b)  pela via erudita, facto (fato no Brasil).

CONCLUSÃO: FACTO e FEITO, filhos do latim, são mesmo irmãos de sangue!
Fonte: Ciberdúvidas.

Abraço.
AP
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