Lindas, no meu quintalão! O mamilo (visível no topo do fruto da direita) é a marca inconfundível desta espécie.
Se Deus criou os citrinos, os homens, na
ânsia de novidades, misturaram-nos e fizeram os híbridos.
Um dia, há cerca de 3500 anos, algures
no sudoeste da Ásia, o acaso pôs frente a frente uma máscula e robusta toranja e
uma delicada e irresistível tangerina. Como seria de esperar, a natureza fez o
resto: cruzaram-se uma, outra e mais uma vez! E nascia assim, doce, suculento e
muito fácil de descascar, o novo fruto daquele amor consumado.
Que nome dar à nova criatura de
inspiração humana? A língua portuguesa entrou em ação e, criativa, multiplicou
as hipóteses, social e geograficamente. Em Portugal, convivem tângera (presente
em todos os dicionários), tanja (de cariz mais popular) e a pouco conhecida
tânjara.
E no Brasil? Não encontrei nenhum dos
termos lusos nos dicionários disponíveis online…
Uma pesquisa na internet conduziu-me até à designação tangelo. Também não está nos
dicionários, mas o VOLP da Academia Brasileira de Letras…regista-a.
E as semelhanças com os progenitores são óbvias: tang (da mãe tangerina) + elo (do pai pomelo, termo equivalente a toranja).
CONCLUSÕES:
Portugal (norma luso-afro-asiática)
tângera,
tanja e tânjara
Brasil (norma brasileira)
apenas tangelo
Abraço.
AP