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A. BREVE
INTRODUÇÃO
A palavra xícara
é de uso corrente no Brasil (indispensável nas porções dos ingredientes na
culinária), mas caiu em desuso em Portugal. Não descobri a partir de quando
deixou de ser usada, mas podemos encontrá-la ainda bem viva, no século XIX, na excelente
obra O Primo Basílio, de Eça de
Queirós:
“E trabalho como uma negra. Logo pela manhã a limpar e varrer. Às
vezes tenho de lavar as xícaras do almoço.”
(Luísa depois de começar a ser chantageada pela criada Juliana).
Em Portugal, usamos chávena (termo vindo do japonês chawan
e pouco usado no Brasil).
B. ORIGEM
DA PALAVRA
O termo vem da língua nauatle (no Brasil, escreve-se náuatle),
falada pelos aztecas: xikáli (“vasilha de umbigo”). Entra
no castelhano (jícara) e chega ao português.
C. Xícara,
chícara
ou dupla grafia?
Esta é uma dúvida que muitos brasileiros têm e é
compreensível, pois o termo chícara já foi uma opção correta. O Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa,
publicado em 1943 pela Academia Brasileira de Letras, regista as duas
formas: xícara
e chícara,
o mesmo acontecendo com o VOLP de
1981 e 1998. A partir de 2004, a grafia chícara desapareceu do VOLP e dos dicionários.
Conclusões:
ORIGEM: xikáli
(dos aztecas, hoje México) ->
jícara (castelhano) ->
xícara (arcaísmo em Portugal)
ÚNICA GRAFIA VÁLIDA: xícara.
Abraço.
AP