Era assim em 1913... Fonte: AQUI.
Temos
hoje um assunto “mamilar” muito interessante.
Embora
a ideia tenha sido da francesa Herminie Cadolle (em 1889), com o nome “bien-être”, a patente da mais conhecida peça de roupa interior feminina foi registada, há quase 100
anos, em 1914, pela norte-americana Mary Phelps. Sem grande sucesso, acrescente-se.
Com
as invenções, surgem as palavras. Assim, "soutien-gorge" entra
no dicionário Larousse no início do século XIX, em 1904.
Ao
longo dos tempos, foram várias as propostas para substituir, na língua portuguesa,
o estrangeirismo encurtado “soutien”: o ternurento “ampara-seios”, o estranho “estrófio”
e o divertido “mamilar”. Consultando a edição de 1913 do Novo Dicionário de Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo) a única palavra registada é… mamilar. Definição: “Espartilho,
faixa, ou lenço, com que as mulheres velam o peito. (Lat. mamillare)”.
Nenhuma
das propostas vingou e o “soutien” sobreviveu no uso e nos dicionários.
A
partir do estrangeirismo, surgiu o aportuguesamento sutiã. Não consegui descobrir em que data surgiu a adaptação, mas
parece-me que terá sido o Brasil a introduzi-la.
CONCLUSÕES:
Portugal (norma luso-afro-asiática)
sutiã
(forma preferencial) ou soutien (em itálico ou entre aspas)
Brasil (norma brasileira)
apenas sutiã
Abraço.
AP
