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julho 26, 2015

Uso da crase – Dicas para nunca mais errar!


Um leitor brasileiro do blogue enviou-me um email simpático, sugerindo-me que divulgasse um artigo de sua autoria sobre a crase. Tratando-se de assunto complicado (mais ainda para os falantes brasileiros pela abertura da pronúncia do artigo definido “a”) e considerando a qualidade do trabalho, faço a divulgação com todo o gosto.

USO DA CRASE- DICAS PARA NUNCA MAIS ERRAR!
Clique AQUI e saiba tudo!

Abraço para todos os leitores, em especial para o autor do post, Ataíde Alves.
ProfAP

julho 05, 2015

Quem se vai VER GREGO com a Grécia?

 
No dia em que, contra tudo e contra todos (até contra as sondagens), o OXI venceu o referendo na Grécia, proponho uma viagem ao interior da expressão VER-SE GREGO.
Transcrevo, coma devida vénia, uma resposta dada no Ciberdúvidas em 2004:
Transcrevemos o que sobre a expressão «ver-se grego» (= ter muita dificuldade em resolver qualquer problema ou situação) escreveu Vasco Botelho de Amaral, em Mistérios e Maravilhas da Língua Portuguesa (Livraria Simões Lopes, Porto, 1950):
«"Vi-me grego com aquela complicação".
«Porque será que se diz isto – ver-se grego?
«O grego foi sempre tomado na romanidade como coisa difícil.
«Na Idade Média era até frequentíssimo este dito, muito usado pelos que faziam transcrições ou traduções: "Graecum est, non legitur" – "É grego, não se entende". Inda hoje se diz – "isto para mim é grego", ou seja, "não percebo nada disto".
«O ver-se grego não deve provir de se tornar grego no sentido de se ver como natural ou habitante da Grécia. No entanto, o mistério em que sempre se tem envolvido o que é grego, por menos acessível ao comum das gentes, decerto influiu no facto de a palavra grego se haver aplicado aos ciganos, cuja origem tanto mistério encobre, mas que se julgaram oriundos do antigo império grego.
«Escrevi, por isso, no Glossário Crítico de Dificuldades que ver-se grego deve relacionar-se com os ciganos: "Supostos estes oriundos do antigo império grego, aos ciganos se chamou gregos. A sua vida cheia de dificuldades, perigos, aventuras, perseguições, deu lugar a que se veja grego quem sofra percalços ou se veja neles.
«Por um lado, a linguagem dos ciganos, o protótipo do ininteligível, por outro lado, a confusão de ciganos com gregos da Ásia Menor e a sua vida cheia de peripécias, de dificuldades do ciganear, tudo isto misturado é o que dará a origem do ver-se grego.»
Abraço.
ProfAP
Imagem encontrada AQUI.

De onde vem a palavra OXICOCO?

 
Eis uma palavra estranha e pouco conhecida que nem todos os dicionários registam.

RESPOSTA:
A palavra vem do grego e resulta da junção duas partes:
OXI (ácido) + COCO (baga)
Nota: Trata-se de um fruto na forma de bagas vermelhas e bastante ácidas, utilizadas na culinária e na produção de sumos. As designações mais comuns são arando-vermelho e mirtilo-vermelho.

Abraço.
ProfAP
(Informação encontrada AQUI. Imagem retirada dAQUI.)

julho 03, 2015

TRASLADAÇÃO ou TRANSLADAÇÃO?

O dia em que Eusébio foi transferido para o Panteão Nacional foi o momento para a questão linguística que vos trago.
 
À tarde, no Jornal da Uma da TVI (canal de televisão português): 
TRASLADAÇÃO...

À noite, no Jornal das 8, também da TVI:
ou... TRANSLADAÇÃO?
 
Afinal, qual a forma correta?

RESPOSTA:
Ambas as grafias estão certas: TRASLADAÇÃO e TRANSLADAÇÃO.
Os verbos trasladar/transladar significam transportar de um lugar para outro, transferir. No entanto, também podem equivaler a traduzir, copiar, transcrever ou mesmo adiar. (In Infopédia)
Nota: Por uma questão de coerência e coesão do discurso, deveria a TVI optar por uma das grafias e mantê-la em todos os programas.
Abraço.
ProfAP

junho 30, 2015

Qual o plural de DVD: DVDs, DVD’s ou… DVD?


Uma viagem rápida por blogues e “sites” permite-nos concluir que as três formas de fazer o plural são utilizadas.
Há diferentes formas de formar o plural das siglas (e acrónimos) ou apenas uma? Não é consensual a questão. Hoje, em vez de vos apresentar diferentes opiniões e respetivas fundamentações, trago-vos apenas a opinião predominante. A regra é apenas uma, mas sendo diferente em Portugal e Brasil, afinal… são duas!

CONCLUSÕES:
PORTUGAL
BRASIL
O plural de um DVD é dois DVD!
Segundo uma resposta dada no Ciberdúvidas, citando o Prontuário da Língua Portuguesa, de Manuel dos Santos, formar o plural das siglas com a junção de s “é uma grafia errada”.
O plural de um DVD é dois DVDs!
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), as siglas formam o plural com a junção de s.
Nota: O apóstrofo (‘) serve para, em certos casos, indicar a supressão de uma vogal (“cobra-d’água”), mas nunca para formar o plural. Se é professor, considere errado o uso do apóstrofo, mas não penalize o plural feito com ou sem a junção de s.
 
 
Abraço.
ProfAP
Imagem encontrada AQUI.

junho 19, 2015

Qual a origem da palavra PRAIA?

Praia Lagoa Azul (Norte de S. Tomé e Príncipe)

Como muitos dos leitores certamente, sou um fidelíssimo fã da praia. Tenho a sorte de viver no campo, junto a uma zona verde protegida, e de ter uma dezena de praias à distância de uma curta viagem de 30 minutos.
Sendo o direito a férias algo relativamente recente, podemos questionar-nos sobre a origem da palavra que é um símbolo do lazer: PRAIA.
Como vamos ver, não é recente a história desta palavra…

RESPOSTA:
PRAIA vem do grego plágia, pelo latim plagĭa.
Nota: Bem diferente do que é hoje, o sentido inicial da palavra era “transversal, oblíquo” e referia-se ao declive que as praias formam junto ao mar.

Boa praia para quem gostar e tiver a sorte de poder desfrutá-la!
ProfAP

junho 15, 2015

Afinal, o rei vai NU ou... NÚ?

Ontem, na TVI, os turistas estavam "NÚS"...

Vejamos o que diz a BASE X do Novo Acordo Ortográfico, que não altera o que está estabelecido no FO43 (Brasil) e no AO45 (Portugal), sobre a acentuação da vogal u das palavras oxítonas (agudas):
A vogal tónica u das palavras oxítonas (agudas) leva acento agudo quando antecedida de uma vogal com que não forma ditongo e desde de que não constitua sílaba com a eventual consoante seguinte, excetuando o caso de s. Por isso, colocamos acento em baú, mas não em Raul (o u constitui sílaba com o l).

RESPOSTA:
Definitivamente, o rei vai nu!
 
Nota: A TVI (canal de televisão português) vai ter de tirar a parra (perdão, o acento) para que os turistas fiquem como Adão e Eva no paraíso: NUS! A dúvida que fica é se "o rei vai nu" para os responsáveis pela língua portuguesa da estação...

DICAS:
Aqui ficam as dicas (que sempre dei aos meus alunos) que poderão ajudá-lo(a) a não ter dúvidas na acentuação das palavras terminadas em u:
1. Nas palavras oxítonas terminadas em u, com uma única sílaba, nunca há acento: cu, fu (interjeição que exprime enfado, nojo, com origem no latim phu), pu (sinónimo de “pum”), tu e… nu!
2. Nas palavras oxítonas terminadas em u, com duas ou mais sílabas, em geral também não há acento. A exceção dá-se quando antes vem uma vogal com que o u não forma ditongo.
É o caso de baú. No entanto, escrevemos canguru, peru, caju, menu, urubu, tatu.
3. Em caso de dúvida, não coloque acento em nenhuma palavra terminada em u. Terá grandes probabilidades de acertar, pois só me ocorrem três casos em que há acento: baú, Esaú (personagem bíblica) e Anhagabaú (topónimo da região de S. Paulo, no Brasil).

Abraço e boa semana!
ProfAP