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agosto 24, 2015

Verbos difíceis de conjugar (4): REQUERER!


Como refazer segue o modelo de conjugação de fazer e rever o de ver, poderia esperar-se que requerer se conjugasse como querer. Como vai ver no quadro, não é bem assim…

Verbo REQUERER: tempos/modos/pessoas a ter debaixo de olho!
Presente do indicativo
Eu requeiro

Futuro do conjuntivo
(fut. do subjuntivo no Brasil)
Se eu requerer
                 
Presente do conjuntivo
(pres. do subjuntivo no Brasil)
Que eu requeira
         tu requeira
         ele(s) requeira(m)
         nós requeiramos
         vós requeirais
Imperativo
requer(tu)/não requeiras
requeira(ele)/não requeira
requeiramos(nós)/não requeiramos
requerei(vós)/não requeirais
requeiram(eles)/não requeiram

Abraço!
ProfAP
Imagem encontrada AQUI.

agosto 23, 2015

Verbos difíceis de conjugar (3): FRIGIR

Hoje, ao almoço, gaspacho com peixe frito!
Se os carapaus vieram de Setúbal, o pão é de Azeitão e os pepinos, os pimentos e os orégãos vieram diretamente da horta cá de casa!

Mais um caso em que uma distração pode ser fatal… 
O presente do indicativo deste verbo é uma caixinha de surpresas, o mesmo se podendo dizer do duplo particípio passado.

Verbo FRIGIR: tempos/modos/pessoas a ter debaixo de olho!
Presente do indicativo
Eu frijo
Tu frejes
Ele frege
Nós frigimos
Nós frigis
Eles fregem
Imperativo
Frege (tu)
Frija (ele)
Frijamos (nós)
Frigi (vós)
Frijam (eles)
Particípio passado
Frigido
ou
Frito


Boas frituras (com moderação…) para todos!

ProfAP

agosto 22, 2015

Verbos difíceis de conjugar (2): PROVER


Se a hifenização é o Inferno da língua portuguesa, a conjugação de alguns verbos é o Purgatório. A prová-lo, trago-vos mais um verbo que é um verdadeiro petisco!

Verbo PROVER: tempos/modos/pessoas a ter debaixo de olho!
Presente do indicativo
Eu provejo
Tu provês
Vós provedes
Ele provê/Eles proveem*1
*1-Nova grafia (AO90).
Pretérito perfeito do indicativo
Eu provi
Tu proveste
Ele proveu
Nós provemos
Vós provestes 
Eles proveram
Presente do conjuntivo
(subjuntivo no Brasil)
Que eu proveja
         tu provejas
         ele proveja/eles provejam
         nós provejamos
         vós provejais
Imperativo
Provê (tu)
Proveja (ele)
Provejamos (nós)
Provede (vós)
Provejam (eles)
Atenção: Este verbo pode ser muito traiçoeiro, pois parece seguir a conjugação do verbo VER, mas nem sempre. Exemplos: tu viste-tu proveste; ele viu-ele proveu.


Boas conjugações para todos!
ProfAP
Imagem adaptada encontrada AQUI.


agosto 21, 2015

Verbos difíceis de conjugar (1): POLIR


Quando nos referimos às dificuldades que língua portuguesa põe no nosso caminho, pensamos automaticamente na ortografia. No entanto, há outras áreas em que as complicações estão escondidas à espera de assaltar o falante desprevenido. É o caso da conjugação verbal…
Inicio hoje, aqui no blogue, com o verbo POLIR, a rubrica VERBOS DIFÍCEIS DE CONJUGAR.

Verbo POLIR: tempos/modos/pessoas a ter debaixo de olho!
Presente do indicativo
Eu pulo
Tu pules
Ele pule/Eles pulem
Presente do conjuntivo
(subjuntivo no Brasil)
Que eu pula
         tu pulas
         ele pula/eles pulam
Imperativo
Pule (tu)
Pula (ele)
Pulamos (nós)/Pulam (eles)

Boas conjugações para todos!
ProfAP

Imagem encontrada AQUI.

agosto 19, 2015

Qual a origem da expressão "CARAPAU DE CORRIDA"?

Lindos! Comprados esta manhã no mercado de Setúbal…

A. ORIGEM:
1. Numa resposta do CIBERDÚVIDAS, podemos ler:
não acho referência à origem da expressão. Sobre a matéria factual, parece-me mesmo improvável que se saiba algo de concreto, embora se possam calcular as circunstâncias gerais do seu aparecimento. Uma explicação plausível é a de os carapaus, por rápidos que sejam, acabarem apanhados nas redes de pesca; de igual modo, os gabarolas são metaforicamente "apanhados", isto é, desmascarados.
2. Já o blogue ETIMOTECA.BLOGSPOT.PT avança uma possibilidade mais ou menos generalizada:
Esta curiosa expressão poderá ter origem no facto de que nas lotas o peixe é vendido em leilões invertidos, ou seja começa-se por anunciar o preço mais alto e este vai decrescendo até que um comprador o arremate.
O peixe mais caro, e portanto o melhor peixe, é vendido em primeiro. Para o fim ficam os peixes de menor qualidade.
As peixeiras que compravam esse peixe de fim da lota, e portanto a um preço mais barato, iam a correr até à vila, tentando chegar ao mesmo tempo que as primeiras peixeiras que já lá tinham chegado com o peixe mais caro e de melhor qualidade que tinha sido vendido na lota em primeiro lugar.
As últimas peixeiras chegadas tentavam então enganar os clientes vendendo o seu peixe ao mesmo preço que as restantes. Nem sempre os fregueses se deixavam enganar e percebiam que aquele carapau era "carapau de corrida", de menor qualidade e trazido até à vila literalmente a correr.

B. SENTIDO:
«Carapau de corrida» é uma expressão usada para descrever uma pessoa convencida, alguém que se julga mais esperto do que os outros. Usa-se normalmente com o verbo armar: «Armar-se em carapau de corrida.»
«Armar-se em carapau de corrida» significa, precisamente, tentar impressionar os outros com manifestações pueris de exibicionismo fácil, e tem como expressões equivalentes, entre outras, «armar-se aos cágados» e «armar-se ao pingarelho». (CIBERDÚVIDAS)

Abraço.
ProfAP

agosto 13, 2015

Qual a origem da palavra ENXADA?


Na imagem, apresento-vos a enxada mais famosa cá de casa. Apesar dos seus mais de 70 anos (era do meu avô), continua em forma, cheia de vigor e pronta para a ação na horta.

E qual a origem desta palavra?
Chegou-nos do latim asciāta- («enxada»).
Nota: Encontramos as grafias eisada (séc. XII), axada (séc. XIII), aixada e eixada (séc. XIV). A grafia atual surge no séc. XVI.
Fonte: Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado.

Abraço.

ProfAP

agosto 09, 2015

Há um VERME na origem de VERMELHO?


A palavra vermelho na língua portuguesa é um caso interessante diferente de outras línguas latinas: rouge (francês), rojo (castelhano), rosso (italiano), roșu (romeno).

A palavra vem do latim vermicŭlu- («pequeno verme; cochonilha»).
A razão desta ligação com verme está no uso da cochinilha (pequeno inseto, parasita de muitas árvores frutíferas e catos), da qual se extrai uma tinta vermelha usada tradicionalmente para tingir tecidos e hoje na cosmética e como corante alimentar.
Nota: Quando a cochinilha se transforma em praga, usar inseticidas, além de ser pouco recomendável para o ecossistema, é pouco eficaz. A melhor opção é usar a receita aplicada na agricultura orgânica: pulverizar com uma mistura de sabão liquefeito com óleo alimentar.

Abraço e bom domingo!
ProfAP